O Nascimento
o início, o que somos antes de sermos moldados por seja o que for.
Summit · Coruche · 2026
Todos trazemos um dom por reconhecer, um talento que ainda não teve palco nem plateia. Este é o dia para o encontrares, rodeado de quem também anda nessa procura.
Os 7 Portais· 14 de novembro · 9h30 às 18h30 · Observatório da Cortiça e do Sobreiro, Coruche
60€
Um dia que te convida a reconheceres a tua própria história como uma fonte de conhecimento, liderança e propósito.
Filosofia, espiritualidade, misticismo, empreendedorismo e desenvolvimento humano unem-se numa única ideia: quando o Ser se manifesta através do seu dom, transforma-se a si próprio e transforma o mundo.
Capítulo 1

Duas mulheres, um telemóvel a gravar, e a vontade simples de ouvir outras mulheres contarem como tinham virado a própria vida ao contrário através de um dom que ninguém lhes tinha pedido para mostrar.
Uma a uma, as conversas foram revelando o padrão de que cada pessoa carrega algo que pode mudar quem está por perto, mas raramente encontra tempo, palco ou coragem para o partilhar.
O Summit Conversas do Ser nasce dessa mesa de partilha, só que agora à escala de cem pessoas sentadas na mesma sala, com o mesmo propósito que moveu a primeira gravação: dar espaço a quem tem para dar, e ver o que acontece quando dezasseis formas diferentes de saber deixam de se guardar cada uma para si.
Paramos de guardar o que sabemos só para nós, e disso nasce comunidade, união, a certeza de que juntos chegamos mais longe do que qualquer uma de nós sozinha.
Capítulo 2

Uma delas é enfermeira, e aprendeu a ouvir batimentos cardíacos antes de aprender a ouvir-se a si mesma. Outra é fotógrafa, e passou anos a captar a luz nos rostos alheios antes de a encontrar no próprio. Mulheres que trabalham com astrologia, com finanças, com música, com o corpo, com a liderança. Dezasseis mulheres, dezasseis caminhos que não se cruzavam, até um ano de conversas os ter feito convergir no mesmo dia, na mesma sala.
















Vêm sentar-se entre vós, e mostrar com a própria presença que dar voz ao que se é começa sempre por um exemplo — o delas, primeiro, para que o teu também encontre coragem.
Capítulo 3

Já todos ouvimos falar de 7 alguma coisa. As 7 cores do arco-íris. As 7 notas musicais. Os 7 planetas visíveis a olho nu, antes dos telescópios. As 7 maravilhas do mundo antigo. Os 7 portais que Inanna atravessou até restar só o essencial.
E se pararmos para observar o que o número 7 nos traz, o porquê de todas estas histórias, e o que elas nos querem dizer?
O número 7 atravessa culturas inteiras com o mesmo recado: a pausa antes da mudança, o ciclo que fecha para outro abrir.
Escolhemos essa linguagem, entre tantas outras que também usamos ao longo do dia, porque o universo fala matemática antes de falar qualquer coisa, e essa fala ajuda a organizar o que se sente muito antes de se saber nomear.
Neste Summit, formamos o nosso próprio 7 a somar-se a essa linhagem de setes que a humanidade desenha sempre que quer contar uma jornada.
Por isso o dia divide-se em sete portais, e cada uma deles pega numa parte de ti:
o início, o que somos antes de sermos moldados por seja o que for.
como habitamos a nossa própria pele e o que ela conta de nós.
o que temos para dizer, e o direito de o dizer alto.
o que carregamos por dentro, e o espaço para o pousar.
o que não se vê mas se sente, e que também nos constrói.
como isto tudo se traduz em vida prática, em sustento, em mundo concreto.
o lugar que já ocupamos, mesmo sem ainda o sabermos.
Esta é uma viagem com palestras que abrem a pergunta certa, dinâmicas que a trazem para o corpo, e conversas de mesa que a deixam ganhar raiz. Este é a tua viagem para este dia.
Capítulo 4

Não sabemos exatamente o que vais sentir às seis e trinta da tarde, quando o dia estiver a fechar. A experiência pertence a cada um de vocês, naquilo que cada um precisar para si mesmo.
O que esperamos no fundo é que voltes para casa com mais clareza sobre quem és e sobre o caminho que já fizeste até aqui.
Que a tua história deixe de parecer uma lista de acasos e comece a parecer uma fonte de força. Que reconheças os talentos que já tinhas, só que agora prontos para servir a tua vida, as pessoas à tua volta, a tua comunidade. Que largues algo que já não fazia sentido carregar, e que esse espaço vazio fique disponível para o que vier a seguir.
E que, sobretudo, ganhes mais confiança para ocupares o teu lugar no mundo, exatamente como és.
Capítulo 5

Coruche é uma vila no Ribatejo onde os homens ainda sobem aos sobreiros com um machado curto e uma técnica que passa de pai para filho, e onde metade da cortiça do mundo nasce de troncos que ninguém apressa. Portugal é o maior produtor de cortiça do planeta, responsável por metade de tudo o que se extrai, e Coruche carrega o título de capital mundial desse ofício, com oito por cento da produção nacional e cinco milhões de rolhas a sair daqui todos os dias.
O sobreiro é a árvore que o Parlamento escolheu para representar Portugal, ao lado do galo de Barcelos e do fado, ensinando-nos algo que as cidades grandes têm esquecido: para colher, primeiro é preciso esperar. Cada árvore só dá a primeira cortiça depois de mais de duas décadas de crescimento, e entre cada extração seguinte medeiam vários anos, porque a casca precisa desse tempo para se refazer.
O Observatório do Sobreiro e da Cortiça, onde vamos passar este dia, foi erguido como homenagem a essa paciência, revestido a cortiça por dentro e por fora, como se o próprio edifício tivesse aprendido a respirar ao ritmo da árvore que celebra.
Escolhemos Coruche porque acreditamos que crescer enquanto sociedade não pode significar concentrar tudo nas grandes cidades e esquecer o resto do país. Significa também parar junto de quem já sabe fazer bem o que faz, olhar para as raízes de cada comunidade, e honrar esse saber em vez de o ultrapassar.

Capítulo 6


Um dia pode plantar a semente de uma vida que muda depois, devagar, como tudo o que cresce a sério.
Este Summit continua o que já fizemos desde a primeira gravação: ouvir uma mulher de cada vez, e agora também cem de cada vez, à procura das histórias que ainda não tiveram onde ser contadas.
Depois de 14 de novembro, continuamos. Vai haver mais conversas, mais vozes que nunca tiveram microfone à frente, mais pessoas a perceberem que o que carregam por dentro pode servir a vida de outra pessoa que nem conhecem ainda.
Se uma só destas histórias chegar a alguém no momento certo, e lhe mostrar um caminho onde antes só havia névoa, a missão já está cumprida. É esse o único resultado que perseguimos, sempre foi.
Capítulo 7

14 de novembro · 9h30 às 18h30
Observatório da Cortiça e do Sobreiro, Coruche
Estacionamento gratuito à porta
O bilhete inclui almoço.
Bilhetes à venda até 11 de novembro.
60€